Incendiava as brumas de brutalidade - marcos samuel costa
by marcos samuel costa Incendiava as brumas de brutalidade “as línguas e as labaredas do inferno distendido numa caminhada visceral de animal cansado, redondo e resoluto, fugindo ao caçador na vontade renovada de ir mais longe, de queimar mais, de causar mais ardor e, exausto, buscar a queima de corpos em perda de ritmia humana, harmonia respirada, mãos que acariciavam cabelos e crânios alegres numa cidade onde, durante séculos, o amor tinha descoberto, entre brumas de brutalidade” ONKJAKI T udo começou quando voltei das férias. Os sintomas foram se manifestando como capim bravo em terra propícia. Meu pênis começou a arder quando eu ia mijar, e às vezes saía um pus de cor estranha, quase prateado com fundo-falso em tons verdes, com cheiro estranho. Era, até o momento, a pior coisa que via sair de mim mesmo, de dentro de mim, o que me assustava, me arrasava e, como um campo sem cuidados, incendia...





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