Um balé de patos - crônica de marcos samuel costa
Um balé de patos Acabo de ingressar no doutorado. Esse acontecimento ainda me assusta muito, a ideia em si, carrego certo sentimento de inferioridade – no sentido de desmerecimento, vou me jogando para baixo. E se não tiver cuidado, afundo. Mas estou aprendendo com isso. Pois bem, com o início das atividades, estou voltando para Belém. Nunca deixei totalmente a cidade, mas, por conta do meu trabalho, sempre ficava mais tempo em Ponta de Pedras. Como havia esquecido totalmente do que era o trânsito durante os dias de semana, a loucura dos horários de pico (entradas nas escolas, volta das pessoas para suas casas depois do trabalho e afins). Aqui minha vida era bastante interiorana, com direito a casa grande, quintal, jardim e muitos bichos. E é justo deles que quero falar. Em meu aniversário de 28 anos, três anos atrás, uma convidada chegou bem antes do horário da festa. Estava no banho, ouvi me chamarem na porta, ainda de toalha fui lá. Ela estava com um casal de pa...
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